Quando era natural os mortos serem fotografados com os vivos

A falecida aqui está encostada a uma mesa com um suporte que a mantém de pé.

A falecida aqui está encostada a uma mesa com um suporte que a mantém de pé.

A falecida  neste caso é a que se encontra de pé

A falecida neste caso é a que se encontra de pé

Falecido sentado na cadeira a ser fotografado.

Falecido sentado na cadeira a ser fotografado.

Durante o século XIX era comum que as pessoas ao morrer fossem fotografadas. Esta actividade chamava-se Pos. Mortem\ photos.

Por isso pode até parecer mórbido nos dias de hoje, mas naquele tempo, isso era um costume natural. Os álbuns dos mortos eram uma espécie de negação da morte ao mesmo tempo que se tornavam coisas guardadas pela família para lembrar dos entes queridos. Além disso, fotos nesta época eram um grande luxo. A fotografia em si era algo bem caro e funcionava como última homenagem aos falecidos.

Dada a circunstância de fotografar a pessoa ainda fresca, eram criados verdadeiros cenários elaborados com composições muitas vezes complexas de estúdio para fazer os álbuns dos mortos. Em outros casos, depois de instalado o rigor mortis, era necessário inventar situações complicadas para a foto ficar natural. Isso envolvia colocar calços sob cadeiras e inclinar a maquina para que a cena se ajustasse a posição fixa do cadáver.

A grande maioria é de pessoas deitadas na cama, mas existem fotos bem estranhas, onde a posição dos cadáveres ficavam assustadoramente naturais. Essas eram obtidas com suportes de madeira ocultos sob as roupas.

Para essas fotos o importante era fazer parecer que as pessoas estavam dormindo. Com isso, era comum fotos de grupos de mortos e também de pessoas vivas sentados fazendo poses com cadáveres. Grande parte das Fotos de bebés eram coloridas artificialmente para dar um tom de vida ao cadáver infante.

Esses álbuns de fotos volta e meia acabam indo a leilão e ávidos colecionadores de bizarrices compram por grandes quantias estes álbuns para completarem as suas colecções. Muitas dessas fotos estão à venda em mórbidos leilões no e-bay.

Há uma súbita tristeza mórbida em muitas dessas fotos, que parecem saídas directamente dos porta-retratos de casas mal assombradas, como naquele filme “Os outros”, com a Nicole Kidman.

Fonte : Mundo Gump -Blog-

 

 

15 comentários a “Quando era natural os mortos serem fotografados com os vivos

  1. Nunca imaginei que se tirassem fotos aos mortos como se estivessem vivos. Interessante do ponto de vista social.

  2. Vejam só: Igreja Un. do Reino de Goku
    Fotografar e ser fotografado com os mortos era uma tradição da Era Vitoriana. O costume surgiu com o advento da fotografia, uma novidade que permitiu que as pessoas da época encontrassem uma forma de imortalizar e ter uma recordação de seus entes queridos.

    Os retratos eram um luxo pelo qual maioria da população não podia pagar com frequência, portanto, alguns deles se tornaram os únicos registros de reuniões familiares ou até a única fotografia existente da pessoa recém-falecida. Devido ao alto índice de mortalidade infantil da época, muitos desses retratos trazem crianças e bebês.

    Geralmente retratava as pessoas deitas, muitas vezes no caixão, mas logo os fotógrafos foram se tornando mais criativos e passaram a clicar os defuntos em poses que simulavam situações cotidianas. Para isso, eram utilizadas estruturas de suporte e artimanhas mirabolantes para manter os corpos em determinadas posições ou com os olhos abertos.

    Bem bizarro mas interessante, oque vocês acharam sobre a matéria ?

    ‪#‎Dideus‬

  3. Tétrico. Mas é dificl colocar-nos no lugar daquela gente . Pelo jeito a Rainha Vitória de Inglaterra lançou a moda. E que moda meu Deus .

  4. Um tema verdadeiramente desconcertante. Não me passava pela cabeça que tinha havido este hábito. Kent

  5. Se erauma recoração para ficar deum ente querido não vejo mal nenhum nesta coisa. Isabela

  6. Estou mesmo a ver a malta endinheirada a tirar fotos aos seus mortos e os pobres como sempre sem umaúica imagem deles. Nessa altura as fotografias deviam ser bem caras.

  7. Durante a nossa vida:

    Conhecemos pessoas que vem e que ficam,
    Outras que, vem e passam.
    Existem aquelas que,
    Vem, ficam e depois de algum tempo se vão.
    Mas existem aquelas que vem e se vão com uma enorme vontade de ficar…
    Charles Chaplin

  8. “A única prova que todo ser humano é igual, vem na hora da morte.”

    Frank –

    Kitunga

  9. Eu compreendo que num tempo em que poucas fotografias se tiravam, os familiares quisessem ficar com uma ultima recordação do ente-querido.

  10. Como bem diz o Kitunga na hora da morte todos somos iguais. Q corpo decompôe-se e ficamos em nada.

    Maria Pia

  11. Afinal fala-se dos tempos de hoje como tempos de meter medo. E então naquela altura ? Allan

  12. É concerteza um tema de meter medo ao susto. Carregar aquels pessoas, vesti-las pintá-las e ainda colocá-las sentadas como se estivessem vivas não devia ser para qualquer um,.

  13. Parece-nos pavoroso. Dew qualquer modo fazia-se o sacrificio para ficar com uma foto do ente querido. Tudo afinal uma questão de hábito. AO pó voltaremos.

  14. Não conhecia este hábito. Olhando nesta altura em que vivemos parece absurdo mas no tempo em que poucos possuiam uma fotografia acho que era perfeitamente natural. Carlos

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *