Recordações de Carnaval

Cartaz de Carnaval 1981Carnaval 1965

Neste Domingo Gordo de Carnaval não tendo conseguido fotografar qualquer carro alegórico devido ao mau tempo, voltei à minha gaveta das recordações e encontrei esta fotografia a preto e branco de um dos carros do corso de 1962 na nossa Avenida Costa Mealha.

Também ali encontrei o cartaz que anunciava o Carnaval de Loulé de 1981 de autoria de José Maria Oliveira sendo o tema desse ano “ Vamos estar todos numa boa…” frase que na época,

andava muito em voga em virtude das telenovelas brasileiras, que faziam grande sucesso no nosso país. E na verdade, algumas atingiam grande nível quer pela interpretação dos actores quer pela qualidade do texto. Lembremo-nos que obras de Jorge Amado foram várias vezes escolhidas para algumas telenovelas o que prendia a atenção de milhões de pessoas aos pequenos écrans de televisão.

Como curiosidade podemos informar que o cartaz aque aqui se publica, foi alvo de um processo por parte do “ Movimento Democrático das Mulheres” nos idos anos oitenta. por ser considerado ofensivo da dignidade da M ulher. Coisas dos tempos !

Palma

7 comentários a “Recordações de Carnaval

  1. Um Carnaval à chuva é um pouco aborrecido para uns mas agradável para quem gosta de estar em casa nestes dias. No entanto Jorge Ben há alguns anos atrás cantava assim :

    Chove chuva, chove sem parar
    Chove chuva, chove sem parar
    Chove chuva, chove sem parar
    Chove chuva, chove sem parar

    Pois eu vou fazer uma prece
    Pra Deus, Nosso Senhor
    Pra chuva parar de molhar
    O meu divino amor

    Que é muito lindo
    É mais que o infinito
    É puro e é belo
    Inocente como a flor
    Por favor, chuva ruim
    Não molhe mais o meu amor assim
    (Não, não, não, não, não, não, não)
    Por favor, chuva ruim
    Não molhe mais o meu amor assim

  2. O Carnaval Cristão passou a existir quando a Igreja Católica oficializa a festa, em 590 d.C. Antes, a instituição condenava a festa por seu carácter “pecaminoso”. No entanto, as autoridades eclesiásticas da época viram-se num beco sem saída. Não era mais possível proibir o Carnaval. Foi então que houve a imposição de cerimônias oficiais sérias para conter a libertinagem. Mas esse tipo de festa batia de frente com a principal característica do Carnaval: o riso, a brincadeira…

    É só em 1545, no Concílio de Trento, que o Carnaval é reconhecido como uma manifestação popular de rua. Em 1582, o Papa Gregório XIII transforma o Calendário Juliano em Gregoriano e estabelece as datas do Carnaval. O motivo da mobilidade da data é não coincidir com a Páscoa Católica, que não pode ter data fixa para não coincidir com a Páscoa dos judeus.
    E aqui estamos nós a passar por mais um Carnaval. Que se divirtam os jovens e os velhos mas que nenhum me dê conselhos !! Josué

  3. Porque não lembrar durante o Carnaval os grandes poetas portugueses que escreveram poesia satirica e erótica ? Porquê os carrinhos todos alinhadinhos como se fosse uma festa de aniversário de qualquer coisa e pouco mais ?

    É pau, e rei de paus, não marmeleiro,

    Bem que duas gamboas lhe lobrigo;

    Dá leite, sem ser árvore de figo,

    Da glande o fruto tem, sem ser sobreiro:
    Verga, e não quebra, como o zambujeiro;
    Oco, qual sabugueiro, tem o embigo;
    Brando às vezes, qual vime, está consigo;

    Outras vezes mais rijo que um pinheiro:
    À roda da raiz produz carqueja:

    Todo o resto do tronco é calvo e nu;
    Nem cedro, nem pau-santo mais negreja!

    Para carvalho ser falta-lhe um u;

    Adivinhem agora que pau seja,

    E quem adivinhar meta-o no cu.

  4. Eh ehe ehe … gostei Palma das diferenças, porque semelhanças nenhumas … como os tempos têm mudado … ( sempre o mesmo comentário … mas que se há-de fazer?! ) … eu tenho aqui na parede ( ao lado das conquilhas ) uma foto minha num carnaval long time ago … devia ter uns 6 anos, num carro de Salir … tanto tempo já passou … mas a foto é muito parecida com esta sua a preto e branco …
    O tempo não ajudou ontem né? é chato … uma ventania por aqui … Abraço

  5. Mariana Josueé e Tito: O chove chuva é uma canção que a malta nos conjuntos dos anos sessenta já a cantava. E o que é certo e´que ainda chove chuva… para bem de todos nós..rs. O Poeta Bocage é um dos grandes da poesia portuguesa. Mas parece-me que se têm esquecido dele. A moral e os bons costumes apesar de tudo ainda andam por aí disfarçados.

  6. Foi, então, o traço do Zé Maria Pincel lesto para as puras linhas das femininas silhuetas, por motivação de “Cravo e Canela” traçou uma Gabriela!
    Deixando de lado as questões estéticas e do design, que na época pouco por cá se colocavam, comprova-se a existência de confettis e, muita clara, fixação na Bola…
    Será que o MDM se ofendeu com a vulgarização do feminino e esqueceu (então pior que hoje) o imaginário colectivo deste Luso Povo?

  7. Parece-me que o cartaz foi um tanto ou quanto chocante para muitas mentalidades. A mulher como objecto ? Talvez um pouco.

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