Ruas da minha infância – 3

Largo do chafariz com chuva

Largo do Chafariz - 1969

Cavalariças na R. Egas Moniz

Oficina de Ferrador do Mestre Francisco - ano 1969

ESPREITANDO A ARTE DE FERRADOR

Entre as ruas em que decorreu a minha infância, estas que podem ser vistas nas fotos de hoje, são entre muitas, as mais importantes, já que residia e brincava entre uma e a outra.

Num tempo em que os os burros, cavalos e machos eram ainda um meio de transporte muito utilizado pelas pessoas que viviam no campo e por isso tinham de se deslocar à vila amiudadamente, não podiam estes simpáticos animais deixar de fazer parte da curiosidade da miudagem de então.

Quase em frente à minha residência havia uma oficina de ferrador , propriedade do Snr. Francisco, para nós o Snr. Chico Ferrador ( avô do nosso caro amigo João Martins do McLoulé),. homem amistoso e de força «herculea» que diáriamente se entregava a este pouco brando trabalho de ferrar animais. De um modo geral eram mansos e ficavam presos a uma argola de ferro. Depois de retiradas as ferraduras velhas com turquês, os cascos eram desbastados à faca e limados com grosa.Lembremo-nos que a invenção da ferradura foi fundamental para a saúde e bem estar destes animais que durante centenas de anos foram praticamente o único meio de transporte do homem.

No presente, a situação é bem distinta e os “ferradores” de hoje em dia, renderam-se à evolução tecnológica e muitos deles deslocam-se de carro aos seus clientes onde executam num ápice o trabalho solicitado (tais carros são autênticas oficinas ambulantes, prontas a chegar a qualquer lado e onde existe tudo o que se possa imaginar) e são raros os que fazem as suas próprias ferraduras (feitas em aço, pois já vêm pré-moldadas de fábricas especializadas e são de forma muito semelhante aos cascos dos animais, para além de permitirem a ajuste a frio, não sendo necessário acender qualquer tipo de forja e garantem a maior rapidez na execução do trabalho).

Na fotografia que mostra o antigo Largo do Chafariz e nas pequenas casas do lado direito, há uns anos demolidas, existiu também uma das oficinas de ferrador de que falamos no presente post.

Texto e fotos: Palma.\ Foi ainda ultilizado como fonte a Fexpomalveira.

17 comentários a “Ruas da minha infância – 3

  1. Mais uma das profissões antigas que desapareceu de Loulé. No outro dia Joba ilustrador louletano insurgia-se pelo facto de não haver nada que tivesse restado da olaria louletana. A Câmara não soube ou não quis criar um espaço museológico. O dinheiro pelo jeito sabe melhor gastar em Noites Brancas e de Bruxas. Há gostos para tudo.

  2. Viva Palma; Isto por aqui anda muito mau, estou quase a entrar em paranóia… o chefe da “burricada” não sabe o que quer e o ferrado sou eu,rsrs. é um desabafo para ver se me distraio. Palma, não estou a ver onde ficava a oficina da foto em baixo… lembro-me isso sim, da oficina no Largo do Chafariz, pela foto não pode ser a mesma, se fosse, não se podia ver as ameias do Castelo… é favor esclarecer senão fico mesmo burro de todo,rsrs. O tempo está cada vez mais curto, ainda por cima chuvoso, tintas levam mais tempo a secar… depois falo num intervalo. Inté. L.F.

  3. João Martins: Também deve ter entrado lá bastantes vezes para ver o seu avô. É sempre uma recordação ainda por cima porque o dito edifício já não existe. Ainda tenho uma outra par publicar daqui a algum tempo. Abraço – Palma

  4. Luis Furtado: Afinal a coisa parece estar brava. Mas são atrasos de ensaios ou de outra espécie ? \\ A oficina da foto em baixo ficava na transversal da Rua das Lojas que liga ao Largo do Chafariz. Neste local existe hoje um café com uma moradia por cima. Não sei se lá tem passado quando visita o nosso burgo.\\ Na foto do Largo do Chafariz a oficina a que me refiro é a casinha mais baixa do lado direito. Aí mesmo onde
    agora é uma casa de mobílias. Está agora situado no tempo ou quer que eu lhe mande a planta desde a partida da moirama e da chegada do D. Paio rsss. ? Anime-se que ainda havemos de ganhar o euromilhões, para que possamos então construir a tal Casa da Cultura com ateliers, salas de exposições, Auditório, enfim tudo o que o dinheirinho pode trazer. Entretanto já estive a ver os números saídos hoje e é uma verdadeira felicidade….rss… acertar um único. Também devia ter prémio… de consolação. Abraço Boa noite para Lisboa e não se deixe dormir sobre a cenografia…rs… Palma

  5. As fotos foram tiradas no Inverno ? Ou é por serem a preto e branco ? Ainda lá se vê a pontinha do chafariz. Vale a pena copiar as fotos pode-se ?

  6. Bom dia Palma; são 5 da manhã e de momento não tenho vontade nenhuma de pegar no pincel,rsrs. O mal está em o “director” de montagem não saber o que quer… é o faz, desmancha, torna a fazer, depois atira pra cima dos outros, (pela surra e nas costas), a sua burrice… deve estar a ficar gaga, já avisei que comigo, jamais, sou um burro muito sensível,rsrs,\\\ Já estou vendo, agora condiz com as ameias, como disse oficina, fiquei atrapalhado, para o meu tamanho, na época, isso era quase um armazém,rsrs. Tenho uma vaga ideia do Sr. Chico a fazer outras coisas que não ferrar, via mais os burros junto às bicas e na outra oficina, agora vejo-os cá pela Capital,rsrs.\\\ ainda não foi desta, 2 Ns. e uma Estrela, já só falta 3 Ns. e uma E.rss. Inté. L.F.

  7. Luis: Antes de mais os meus parabéns por ter conseguido 2 Ns e uma Estrelinha de cauda. É que eu continuo a viver apenas de esperanças…rs.\\ Há Directores que se calhar não nasceram para isso mas sim para outras coisas menos trabalhosas e sem ser necessário grande visão.Mas não há mal que sempre dure nem bem que nunca acabe.\\ Quanto aos imitadores dos burros sempre os houve por toda a parte mas não duvide que os originais são bem simpáticos e dóceis e …. nada burros. Abraço – Palma

  8. Vivi na freguesia de baixo bastantes anos. Não me esqueci ainda do Largo do Chafariz e das ruas que o circundam. Boas Festas.

  9. Já não me recordo como era essa oficina de Ferrador na transversal da Rua das Lojas ?

  10. Maria José, esta oficina ficava na Rua Egas Moniz (transversal à Rua das Lojas) onde fica hoje um café.

  11. há muitos anos que não passo a essa rua. Quando andava na Escola Industrial de Loulé vinha de camionete pela rua do chafariz e passava aí perto.

  12. Tudo mudou com os anos. O Largo e a Rua do ferrador. Há muito que lá não passo.

  13. Na verdade essa oficina de ferrador existiu e acabou de ser uma estrebaria em que os donos dos animais, recolhiam os animais em que vinham do campo até Loulé.
    A entrada era por um portão que ficava em frente da porta de serviço (das traseiras) da Pensão Sezinando, cuja entrada principal era pela Rua de Santo António, no 1º andar, por cima da mercearia do sr. João Leal.

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