TERRAMOTOS: NÃO ESTAMOS LIVRES !

Cartaz da A M I

Convento de Stº António - Loulé, na actualidade.

Tal como em 1755 em Portugal, nomeadamente em Lisboa e Algarve também o terramoto que abalou o Chile há poucos dias, teve uma magnitude idêntica ao nosso, ou seja, 8,8 na escala de Ritcher.

Mais de 140 réplicas de magnitude igual ou superior a cinco, foram sentidas na zona desde o grande terramoto deixando assim o povo chileno em pânico constante. Este terramoto é já considerado o sétimo mais violento de sempre e também aconteceu no Chile atingindo a magnitude de 9,5. Fica assim este sofredor país com o recorde mundial de grandes terramotos.

Entretanto por cá, dizem alguns cientistas que Lisboa, mais tarde ou mais cedo voltará a ser palco de um grande sismo como o ocorrido no tempo de Marquês de Pombal.

A fotografia que hoje aqui deixamos mostra-nos parte co Convento de Stº António dos Olivais em Loulé, um dos muitos templos do Algarve que muitos danos sofreu nessa fatídica manhã de 1 de Novembro de 1755.

Na Monografia do concelho de Loulé, de Ataíde Oliveira é descrita esta data:………

”Em dia 1 de Novembro das 9 para as dez horas do dia, foi Deus Nosso Senhor servido mandar um terremoto tão valente e duração de 10 minutos té um quarto de hora, que derrubou quasi todas as casas desta villa e as que não caíram ficaram inhabitáveis; padeceu a Igreja Matriz,estrago grande e não caíu de todo, a Igreja de S. Francisco e a dos Capuchos e Stº António.; partiram-se as torres do castell caíndo muita part e dos seus muros e caíu a Torre da Vela. Da torre da Matriz caíu o Relógio e se desfizeram as grimpas……………… “

Palma

Fontes : Visão e Monografia do Concelho de Loulé

Foto: Palma ( Parte dos muros do Claustro do Convento de Stº António na actualidade ).

12 comentários a “TERRAMOTOS: NÃO ESTAMOS LIVRES !

  1. Sobre este tema hoje no ” Calçadão de Quarteira” e no” Sebastião” podia-se ler um comentário de um leitor de Quarteira com uma visão um tanto assustadora sobre os terramotos que nos podem bater à porta (longe vá o agoiro ). Ei-la:
    “Vivo em Quarteira há muitos anos tenho recolhido, e, em meu poder algumas peças oriundas do tsunami 1755 só que como Quarteira é uma terra com gente dum pensar xenófego com um pensamento racista perante os que não são de cá não dão importância a nada do que não é de cá.
    O termo em uso é, sou filho de Quarteira o quer dizer que os outros são filhos da puta. Caracter e inteligência diferente a intenção é desvalorizar todos os que não são filhos da terra.
    É claro que vai haver um sismo dentro de pouco tempo dias semanas meses ou anos mas vai haver mesmo. Estamos na linha da placa tectónica e a magnitude 6.1 de Dezembro com 3.9 de á 3 dias não me deixa sossegado porque sei que vai acontecer um outro maior com escala acima dos 8.0 com epicentro a 9.4 D. de Quarteira seguida de 3 ondas gigantes que irão ser catastróficas para Quarteira não deixando pedra sobre pedra em toda a zona litoral dos concelhos do Algarve.”

    Anselmo Raposo (comentário no “Calçadão de Quarteira”)

  2. Palma; eu já não gostava deste Deus, agora muito menos… “servido mandar um terramoto”? é mesmo mauzinho, ainda por cima com a duração de 10 a 15 minutos… bem, com a magnitude que foi não sei como é que ficou alguma coisa de pé,rsrs. “milagre”?, se calhar… prá época até havia muitos, hoje também os há e de longa duração, veja só o eu ter que andar a tremer até 2013 sempre preocupado com a queda de algum edifício, é de um sofrimento contínuo,rsrs. Que nunca aconteça, não estou nada interessado em ver Quarteira desaparecer do mapa, mas se “Deus mandar” não à nada a fazer… as forças da Natureza nunca ninguém as venceu, podemos isso sim, é estar prevenidos para aliviar a tragédia, e estamos? L.F.

  3. Ora é aí, Luís, que bate o ponto: Não estamos!
    E pior que isso, desvalorizamos o risco e não preparamos os cidadãos nem controlamos as edificações que são construídas e os “remendos” que nelas são feitas.
    Não se conhecem os “redutos seguros” das localidades aos quais as equipas de emergência pode aceder sem bloqueios.
    Não houve qualquer dotação dos pontos elevados com meios de acesso fácil e pequenos abrigos, pontos de água e sanitários… Este meios, podendo ser vandalizados, ajudarão em caso de catástrofe no Litoral.
    Mas aquilo que interessa é expôr as Viaturas novas junto de edifícios notáveis para gáudio dos governantes mesmo que essas viaturas pouco ajudem em cenário de crise geral!
    Uma auto-escada em cenário de sismo forte, com ou sem tsunami, nem conseguiria sair do Quartel…

  4. Alte: Já tinha lido o comentário da pessoa que diz estarmos à beira de um terramoto e maremoto. Há muitos anos que se fala disso. Dizem que o facto de surgirem alguns de quando em quando descomprime o «ventre» da Natureza. É bem possível que sim. Mas como não sou entendido na matéria não avanço palpites.

  5. Luis e Almeida: Na realidade parece-me que ao longo dos anos pouco se faz pensando nestas tragédias a que estamos sujeitos. Só depois de casa roubada……\\\ Embora a coisa quando é de grau 8 ou 9 nada resista.|| A pergunta do Luís – Se estamos preparados – o Almeida responde e bem. \\ Passados que são 255 anos sobre o grande terramoto de 1755 continuamos todos na expectativa da coisa se poder repetir. Quem poderá responder ? Abraço – Palma

  6. A Sociedade Portuguesa de Sismologia fala de uma “falha” de Loulé —
    ( a região do Algarve, onde os sismos de Novembro de 1587 e de 12 de Janeiro de 1856 estão provavelmente associados à falha de Loulé e que provocaram grandes estragos no sotavento algarvio; o sismo de 1722 que também provocou grandes estragos materiais e humanos desde o Cabo de S. Vicente a Castro Marim, teve origem no mar, próximo de Tavira, sendo portanto a sua origem diferente da dos anteriores )

  7. No Observatório do Algarve afinal são dado conta de estudos efectuados. Ora vejamos:
    “”O Algarve é a região sismológica mais vulnerável do país. As consequências provocadas por um grande sismo como o de 1755 seriam catastróficas, a avaliar por uma simulação realizada pelo LNEC.
    Cerca de 3% da população poderia morrer e 30% dos edifícios de habitação entrariam em colapso ou ficariam gravemente danificados, caso ocorresse um grande sismo. Os números são avançados numa simulação recente realizada pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).

    Para um total de 390 mil habitantes, o estudo aponta cerca de 11 mil mortos e quase sete mil feridos. Cerca de 16.500 edifícios entrariam em colapso, enquanto mais de 31 mil sofreriam danos severos.

    Na realidade, os números podem ainda ser bem mais graves já que o estudo tem a limitação de não ter uma componente sazonal e demográfica nos seus parâmetros, ou seja, está posto de lado a maior concentração de turistas nacionais e estrangeiros durante a época de Verão no Algarve.

    “O resultado desta simulação tem uma certa margem de incerteza, e ainda que se obtenham danos materiais apreciáveis e perdas económicas e catastróficas, mesmo sem considerar os custos indirectos, o número de mortos seria inferior ao de 1 de Novembro de 1755 (faz agora 250 anos), porque apesar de tudo a população hoje está mais preparada para enfrentar um grande sismo e a Protecção Civil tem feito um trabalho importante”, assegurou jornal Expresso Ema Coelho, chefe do Núcleo de Engenharia Sísmica e Dinâmica de Estruturas do LNEC.

    Ainda assim, a maior parte dos especialistas defende que, em Portugal, o período de retorno de um sismo com uma magnitude semelhante ao de 1755 – entre 8,7 e 9 na escala de Richter – é bastante longo, na ordem dos mil anos ou mais.””
    Bela Donna

  8. Já passaram 250 anos desde o maior desastre natural de sempre ocorrido em Portugal
    Algarve tem razões para tremer de medo
    O Algarve é a região sismológica mais vulnerável do país. As consequências provocadas por um grande sismo como o de 1755 seriam catastróficas, a avaliar por uma simulação realizada pelo população poderia morrer e 30% dos edifícios de habitação entrariam em colapso ou ficariam gravemente danificados, caso ocorresse um grande sismo. Os números são avançados numa simulação recente realizada pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).

    Para um total de 390 mil habitantes, o estudo aponta cerca de 11 mil mortos e quase sete mil feridos. Cerca de 16.500 edifícios entrariam em colapso, enquanto mais de 31 mil sofreriam danos severos.

    Na realidade, os números podem ainda ser bem mais graves já que o estudo tem a limitação de não ter uma componente sazonal e demográfica nos seus parâmetros, ou seja, está posto de lado a maior concentração de turistas nacionais e estrangeiros durante a época de Verão no Algarve.

    “O resultado desta simulação tem uma certa margem de incerteza, e ainda que se obtenham danos materiais apreciáveis e perdas económicas e catastróficas, mesmo sem considerar os custos indirectos, o número de mortos seria inferior ao de 1 de Novembro de 1755 (faz agora 250 anos), porque apesar de tudo a população hoje está mais preparada para enfrentar um grande sismo e a Protecção Civil tem feito um trabalho importante”, assegurou jornal Expresso Ema Coelho, chefe do Núcleo de Engenharia Sísmica e Dinâmica de Estruturas do LNEC.

  9. É necessário que a Protecção Civil faça um trabalho também junto das populações menos informadas com vista a aprender pelo menos o que se deve fazer de imediato no caso de um terramoto.

  10. A costa algarvia foi bastante fustigada pelo t.t. de 1755 naturalmente que se se repetisse (e com o movimento de gentes que exuste na nossa costa seria uma catástrofe). Mas previsões a longo prazo não existem. Especular não vale. Mimi

  11. Penso que não devemos esquecer o problema mas também não vale a pena ficar em polvorosa.Se a maior parte dos especialistas defende que, em Portugal, o período de retorno de um sismo com uma magnitude semelhante ao de 1755 – entre 8,7 e 9 na escala de Richter – é bastante longo, na ordem dos mil anos ou mais.””

  12. Ninguém está livre . Há poucos dias saía uma noticia de que poderá haver um terramoto da mesma força do de 1755.

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