Um muro, a liberdade e uma canção de amor

Um pouco por toda a parte milhões de pessoas estão comemorando o derrube de um muro

que dividia uma cidade ao meio e que nesta era , nos parecia qualquer coisa de irreal. O que é certo é que durante muitos anos milhares e milhares de famílias não tinham autorização para se visitar como em qualquer outro lugar do mundo porque entre eles existia um MURO. Um muro rodeado de soldados e de mil limitações da liberdade desses cidadãos.

Deixamos aqui como recordação desses tempos, uma canção que fala de muros, soldados, liberdade e de amor. Trata-se de “Nikita”, um sucesso mundial de Elton John, que apesar de ter sido lançado naquela época ainda nos parece ter sido ontem. O Amor sempre aliado à Liberdade.

Texto: Palma

10 comentários a “Um muro, a liberdade e uma canção de amor

  1. Não é das melhores do Elton John mas a sua mensagem naquele tempo ajudou a abrir os olhos a muita gente e a deitar alguns tijolitos abaixo. Ainda se houve com agrado. Viva então Berlim Livre. Tina

  2. Este tema é sem sombra de dúvida o tema desta semana por todo o mundo. Estava lendo o Opinion Shaker e também ali está um bom resumo deste facto == Foi um momento importante da 2ª metade do Século XX, e simbolizou de certa forma a queda de um regime e de uma visão da sociedade que desde as suas origens sempre esteve condenada à sua respectiva falência.

    As divisões criadas dentro da actual Alemanha no passado, mais não foram do que a tentativa desesperada de condicionar o livre pensamento e a própria liberdade individual dos indivíduos em nome e na defesa de um modelo de sociedade utópico; em nome do interesse de alguns; utilizando essa divisão como pura peça de xadrez na geopolítica da época.

    A queda do muro, simbolizou também de certa forma a queda das antigas divisões existentes dentro da Europa na época.

  3. Boa noite … :)Palma, em relação ao muro, tive a oportunidade de deixar um breve comentário no blog do João Martins. Como ele me respondeu, “memórias vivas” … e tem toda a razão … eu passei um Domingo em Berlim leste, mês de Junho (ao João disse Maio, mas depois fui conferir no meu diário da época), de 1969. No auge do muro … . Pra começar, a viagem de carro de Hamburgo a Berlim, levou-nos 1 dia inteiro, devido aos múltiplos controles, pela divisão em zonas … depois o pedido de autorização para passar pro lado comunista … pago claro … tudo revistado ao mínimo promenor. Era o dia pra noite … dum lado ao outro … muitas ruinas, vários monumentos semi-destruidos … enfim! não vou entrar em detalhes … todo o panorama era tristonho. Excursões de soldados russos a montes … tudo pra nós era novidade nesse campo … acho que os meus ideais comunistas começaram demasiado cedo e acabaram ali … cedo também … tinha 18 anos 🙂 … depois voltei a Berlim dias após a queda, mas em trabalho … voilà a estória da minha vida :)A Nikita marcou uma época sem dúvida. Viva a LIBERDADE ! … com pão e paz de preferência. Santa noite pela Louletania

  4. A II Guerra mundial estendeu-se por seis anos.A Guerra Fria manteve-se cerca de quarenta anos. O Muro de Berlim durou penosos vinte e oito anos. Seria bom que as celebrações do 20º aniversário da sua queda ajudassem a perceber melhor o que efectivamente se passou, antes, durante e depois.Não foi o fim da História. (a) Medeiros Ferreira

  5. Tina e Quarteira obrigado pela visita e também concordo que esta não é a melhor canção do Elton mas foi escolhida pela homenagem à data.

  6. Liliana: No final da década prodigiosa de 60 já você conhecia parte dessa Europa que para nós era quase misteriosa. Sorte a sua e coragem também. Alguns amigos meus também me contaram da odisseia que foi viajar na Alemanha do leste. Peripécias do arco da velha e quase presos por infringirem regras que a eles lhes pareciam absurdas. Mas enfim….Tudo isso já passou. Mas como já se disse por aí… há mais muros neste mundo para derrubar que a seu tempo cairão como este. Está visrto que depois desta conversa os sonhos desta noite vão ser os dos seus 18 anos. E que sejam mais para o cor de rosa do que para o cinzento rsss. Abraço – Palma

  7. Um muito bom dia Palma, de preferência sem muros em todas as partes do Mundo… infelizmente continuam, (em pleno século 21), a construir-se muros. Para quando o entendimento entre seres humanos?… tenho a esperança que um dia irá acontecer, não vou é cá estar para assistir, o que é pena. \\\ O Festival das “cançanitas” está pronto, é um “muro” que tenho para derrubar, vamos ver se consigo, começam a faltar-me as forças,rsrs. Só vou estar aí no Domingo, a Cidade está mais calma, preciso de sossego para meditar,rsrs. Inté. L.F.

  8. Luís Furtado: Lentamente os muros vão sendo derrubados. Alguns demorarão ainda certamente muitos anos…. mas não há mal que sempre dure….. Não será realmente no nosso tempo… Como a canção do Zeca… cidade sem muros nem ameias ||| Quanto às Cançanitas
    vamos ver de que lado estará o vento..
    \\ Os domingos costumam ser bons dias para meditação….rs… dizem.
    Abraço – Palma

  9. Daniel Oliveira conhecido comentarista/jornalista do Eixo do Maldiz-nos: “A única coisa que lamento é que tantos comunistas queiram fingir, como a personagem de “Good Bye Lenin”, que nada aconteceu. A sua nostalgia nada tem de revolucionário. Porque se do comunismo enquanto poder sobra apenas um cemitério de estátuas decapitadas, falta-lhes fazer o luto e seguir em frente. Provavelmente na mesma luta que realmente os fez ser comunistas.”

  10. Liliana também eu passei por Berlim em 1971 e senti o mesmo que a Liliana descreve. Bastava olhar os rostos da malta do leste em comparação com os outros. Tristes, tristes, tristes. Por aí bastava para calcular com que alegria se vivia num tipo de regime que muitos ainda defendem e que eu reconheço que é difícil dar o braço a torcer por vezes. Acontece com toda a gente mesmo quando diz respeito a o futebol. Já passou. Outros muros se levantaram e certamente cairão porque o tempo não perdoa a ninguém.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *